
"Disseram a João: Mestre, aquele que estava contigo além do Jordão, de quem deste testemunho, está batizando, e todos vão ter com ele. Respondeu João: Ninguém pode receber coisa alguma, se do céu não lhe for dada. (...) O amigo do noivo, que está ao lado e o ouve, muito se alegra ao ouvir a voz do noivo. Essa alegria é minha e agora está completa. É necessário que ele cresça e que eu diminua. (...) Quem crê no Filho tem a vida eterna; quem, porém, rejeita o Filho não verá a vida, mas a ira de Deus permanece sobre ele." (João 3:26-36)
Os discípulos de João estavam incomodados. Eles olhavam para Jesus e viam “concorrência”: “Todos estão indo até Ele.”
Essa é a lógica humana — sempre comparar, medir, disputar espaço.
Mas João responde com uma clareza que liberta: “Ninguém pode receber nada se não for dado do céu.”
E então ele solta a frase que corta nosso ego pela raiz: “É necessário que Ele cresça e que eu diminua.”
João entendeu que não era sobre ele. O noivo é Cristo. O papel dele era apenas preparar o caminho. A alegria não estava em ser o centro, mas em ver Jesus exaltado.
Aqui está a chave: quando entendemos que não é sobre nós, três pesos caem dos nossos ombros.
Quando Ele cresce, somos libertos de carregar fardos que nunca foram nossos.