“Pois a nossa exortação não procede de engano, nem de impureza, nem se baseia em dolo” (1 Tessalonicenses 2:3)
1. Tradição judaica
Desde o início, os profetas de Israel estavam comprometidos com a verdade de Deus. Eles não podiam simplesmente inventar ou ajustar as mensagens para torná-las mais “agradáveis”.
Você consegue imaginar Jeremias ou Elias alterando a palavra de Deus para evitar um confronto? A tradição judaica sempre valorizou a pureza da mensagem.
Será que estamos tão comprometidos com a verdade como os profetas estavam? Quando falamos de Deus ou agimos em nome Dele, temos essa mesma fidelidade à mensagem? Ou às vezes acabamos suavizando a verdade para torná-la mais “palatável” para os outros ou até para nós mesmos?
2. Contexto histórico
Na época de Paulo, era comum ver oradores itinerantes ou filósofos pregando por interesse pessoal, seja para obter influência ou dinheiro. E, claro, muitos deles usavam de enganos para conquistar multidões. Paulo estava cercado por isso. Imagine pregar o evangelho em um lugar onde as pessoas estão acostumadas com manipuladores e charlatões. Ele sabia que precisava ser diferente.
Agora, pense em nós. Não estamos cercados por um mundo cheio de “verdades flexíveis” e meias-verdades? Em um ambiente onde manipulação parece estar por toda parte, como podemos garantir que nossa mensagem seja realmente autêntica?
3. Arqueológico
Nas antigas cidades gregas e romanas, como Tessalônica, templos e mercados eram cheios de imagens e altares dedicados a muitos deuses. A idolatria e a corrupção eram visíveis em todos os cantos. E Paulo chega com uma mensagem pura e transformadora. Não é interessante que ele tenha precisado dizer que sua mensagem não vinha de dolo ou impureza? Isso nos faz pensar: será que ele estava lidando com uma desconfiança generalizada?
E quanto a nós, vivemos em um mundo com tantas vozes e interesses, onde é difícil confiar? Será que, às vezes, nossa fé pode ser confundida com mais uma entre tantas vozes “impuras”? O que estamos fazendo para mostrar que o evangelho que pregamos é diferente?
4. Cultural
A cultura grega, com seu amor pela retórica e filosofia, era terreno fértil para enganos sutis. Oradores hábeis podiam manipular as palavras e emoções de uma audiência para ganhar status, dinheiro ou seguidores. Paulo estava consciente disso e queria deixar claro que ele não estava nesse jogo. A pergunta é: será que nós, hoje, estamos?
Em nossa cultura atual, onde tanto valor é dado à imagem, à aparência e ao status, será que corremos o risco de usar nossa fé para ganhar algo para nós mesmos? Estamos tentando “parecer” algo que não somos? É possível que, de maneira sutil, busquemos reconhecimento ou aprovação através do evangelho?
5. Linguagem usada