No episódio anterior…

Jesus nos desafiou a escolher onde colocar o nosso tesouro(o que nos faz lembrar que todos temos tesouros). Ele revelou que o verdadeiro tesouro não é algo que podemos acumular ou proteger com cadeados, mas algo eterno, que transforma o coração. Ele nos chamou a escolher entre dois senhores – Deus ou as riquezas – e a investir no que realmente importa.

Agora, Ele vai direto ao ponto de uma das maiores lutas humanas: a ansiedade (esse não é uma questão recente)

Jesus toca em um tema que atravessa gerações: a preocupação com o amanhã, com o que comer, vestir, ou com as incertezas da vida.

1. Deus como provedor

Na tradição judaica, a provisão de Deus era uma verdade central. Desde o maná no deserto (Êxodo 16) até os salmos que exaltam o cuidado de Deus por todas as suas criaturas (Salmo 145:15-16), Israel sabia que Deus era o provedor.

Jesus se conecta a essa tradição, mas dá um passo mais profundo: Ele não apenas nos lembra que Deus cuida de nós, mas nos convida a viver como se realmente acreditássemos nisso.

“Olhai para as aves do céu, que não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros; contudo, vosso Pai celeste as sustenta. Não valeis vós muito mais do que as aves?”

2. Uma vida marcada pela incerteza

Os ouvintes de Jesus viviam em um mundo de instabilidade econômica e política (nós também vivemos). Muitos eram trabalhadores que viviam de um dia para o outro, dependendo do que ganhavam para garantir o pão diário.

Jesus não ignora essas dificuldades, mas aponta para algo maior: Deus, que cuida até dos detalhes mais simples da criação, não se esquecerá dos seus filhos. Ele fala sobre as aves e os lírios para trazer à mente imagens familiares e tranquilizadoras, mas com uma mensagem desafiadora: Por que tanta ansiedade, se Deus é fiel?

3. Olhai, buscai, confiai

Jesus usa verbos que chamam à ação, mas de uma forma contracultural:

Olhai para as aves e para os lírios – uma pausa para contemplar a simplicidade da criação e confiar no cuidado do Criador.

Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça – uma inversão de prioridades que desafia o foco em preocupações terrenas.

“Não vos inquieteis” – Ele não diz isso como uma sugestão, mas como uma ordem que revela o desejo de Deus de nos libertar da ansiedade.

4. Implicações para o povo da época

Para os ouvintes de Jesus, essas palavras eram ao mesmo tempo reconfortantes e desafiadoras. Era reconfortante saber que Deus os via, cuidava deles e estava no controle. Mas também era desafiador abandonar a preocupação, porque isso significava confiar completamente em Deus, mesmo em um mundo incerto.

A frase “basta ao dia o seu próprio mal” é um lembrete de que não podemos controlar o amanhã, mas podemos confiar no Deus que já está lá.

5. O que isso significa para nós hoje?