No episódio anterior…

Jesus virou para os discípulos e fez a pergunta que define tudo: "Quem vocês dizem que eu sou?"

Pedro respondeu com convicção: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo."

Foi um momento de revelação divina. Mas, logo em seguida, quando Jesus começou a falar sobre a cruz, Pedro tropeçou. Ele queria um Messias vitorioso, não um que sofresse e morresse. Jesus, então, lhe deu a resposta mais dura que já ouvira: "Para trás de mim, Satanás!"

Agora, Jesus amplia essa conversa e nos confronta com uma verdade inescapável: seguir a Ele não significa viver para si mesmo, mas estar disposto a perder para ganhar.


1. O chamado difícil de ouvir

"Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me."

Vamos ser honestos: isso não soa muito atraente. A gente gosta da parte de "seguir Jesus", mas negar a si mesmo? Carregar uma cruz? Parece um caminho pesado demais.

Mas aqui está a verdade que evitamos encarar: não dá para seguir Jesus sem confiar totalmente na graça d’Ele.

Se tentarmos segui-lo enquanto ainda seguramos nossa própria vontade, nossos próprios planos e o controle da nossa vida, cedo ou tarde vamos nos frustrar.

Negar a si mesmo não significa perder sua identidade. Significa confiar que o plano de Deus é melhor do que o nosso.

Tomar a cruz não significa apenas aceitar dificuldades. Significa abraçar o fato de que nossa vida pertence a Ele e que somos sustentados pela graça e não pela nossa força.


2. O paradoxo do Reino: perder para ganhar

Jesus continua:

"Quem quiser salvar a sua vida, a perderá, e quem perder a sua vida por minha causa, a encontrará."

Isso soa estranho, mas é o coração do evangelho. Quer tentar garantir sua vida do seu jeito, no seu controle? Você vai acabar perdendo o que realmente importa. Mas se você confiar em Jesus ao ponto de entregar tudo a Ele, é aí que você descobre a vida de verdade.

E então vem a pergunta que bate forte em tudo:

"Que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?"