No episódio anterior…
No alto do monte, Pedro, Tiago e João tiveram um vislumbre da glória de Jesus. O rosto d’Ele brilhou como o sol, suas roupas ficaram resplandecentes, e Moisés e Elias apareceram ao seu lado. Foi um momento indescritível, a prova de que Jesus era mais do que um mestre ou um profeta — Ele era o próprio Filho de Deus.
Mas então, a experiência terminou. Eles desceram do monte. E o que os esperava lá embaixo? O caos.
Porque seguir Jesus não significa viver em um estado constante de êxtase espiritual. A vida real acontece no vale.
Ao chegarem à multidão, um homem se aproxima desesperado. Seu filho está sofrendo ataques violentos causados por um espírito maligno. Ele explica que já levou o menino aos discípulos… mas eles não conseguiram curá-lo.
Você já imaginou a frustração disso? Os discípulos tinham sido enviados antes por Jesus para expulsar demônios e curar os enfermos (Mateus 10:1). Eles já haviam visto milagres incríveis acontecendo por meio deles. Mas dessa vez, nada aconteceu.
Jesus então responde com um desabafo forte:
"Ó geração incrédula e perversa! Até quando estarei com vocês? Até quando terei que suportá-los?"
Essa resposta parece dura, mas mostra algo essencial: a incredulidade entristece o coração de Deus.
Jesus então repreende o demônio, e o menino é curado imediatamente.
Depois, os discípulos, envergonhados, perguntam a Jesus em particular:
"Por que não conseguimos expulsá-lo?"
E Jesus responde:
"Por causa da pequenez da fé que vocês têm."
E então Ele diz algo incrível:
"Se tiverem fé do tamanho de um grão de mostarda, dirão a este monte: ‘Mova-se daqui para lá’, e ele se moverá. Nada lhes será impossível."
Aqui está a grande verdade: não é o tamanho da fé que importa, mas o objeto da nossa fé.
Muitas vezes, achamos que precisamos de uma fé gigantesca para ver Deus agir. Mas Jesus ensina que até a “menor fé”, quando colocada Nele, é suficiente para mover montanhas.