Jesus ensinou sobre reconciliação e sobre como lidar com conflitos dentro da igreja. Ele deixou claro que no Reino de Deus, resolver as coisas cara a cara é mais importante do que espalhar mágoas. Restaurar sempre deve ser o objetivo.
Mas então, Pedro levanta a pergunta que muita gente já fez:
"Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete?"
Pedro achava que estava sendo generoso. Afinal, na tradição judaica, perdoar três vezes já era o suficiente. Então ele dobrou esse número e ainda acrescentou mais um, talvez esperando que Jesus o elogiasse por tanta misericórdia.
Mas Jesus não apenas amplia o limite – Ele o destrói por completo.
"Não te digo até sete, mas até setenta vezes sete."
Isso não significa que devemos perdoar exatamente 490 vezes. Jesus está dizendo que o perdão não tem limite.
E para que Pedro (e nós) entendamos bem o que isso significa, Ele conta uma parábola que escancara a diferença entre a graça de Deus e a nossa relutância em perdoar.
Jesus conta a história de um rei que decide acertar as contas com seus servos. Um deles lhe devia dez mil talentos.
Para ter ideia, um talento era equivalente a 20 anos de trabalho de um trabalhador comum. Ou seja, a dívida desse homem era impagável.
Sem condições de pagar, ele se prostra diante do rei e implora:
"Tenha paciência comigo, e tudo te pagarei!"
Mas a verdade é que ele jamais conseguiria. O montante era absurdo.
E então, algo inacreditável acontece.
"E o senhor daquele servo, movido de compaixão, soltou-o e perdoou-lhe a dívida."
Simples assim. O rei não apenas adiou o pagamento — ele cancelou a dívida completamente.
Isso é graça. Isso é o que Deus fez conosco.