Uma frase dessa música me marca demais. ”Em tudo existe graça…”
No episódio anterior…
Jesus nos confrontou com uma verdade difícil: o Reino de Deus não é para os que confiam no que possuem, mas para os que dependem totalmente d’Ele.
As crianças foram recebidas com amor, mas o jovem rico saiu triste porque não conseguiu abrir mão do que tinha. Então, Pedro, sempre direto, perguntou: “E nós que deixamos tudo? O que ganharemos?”
A resposta de Jesus foi clara: ninguém que tenha deixado tudo por Ele ficará sem recompensa. Mas, no Reino de Deus, as posições não funcionam como no mundo. Os primeiros serão últimos, e os últimos, primeiros.
Agora, Ele nos conta uma parábola para ilustrar essa verdade — e prepare-se, porque ela pode parecer injusta à primeira vista.
Jesus começa com uma cena comum na época: um dono de vinha sai cedo para contratar trabalhadores. Ele combina um pagamento justo – um denário por dia – e os envia para o campo.
Até aqui, tudo normal. Mas então algo estranho acontece.
O dono da vinha sai de novo às nove da manhã e vê homens desocupados na praça. Ele os contrata, prometendo pagar o que for justo.
E ele continua repetindo isso ao meio-dia, às três da tarde e, pasme, às cinco da tarde, quando já faltava pouco tempo para encerrar o expediente.
Por que alguém contrataria trabalhadores no fim do dia? Esse patrão não é comum.
No fim do dia, o dono da vinha manda pagar os trabalhadores, começando pelos últimos. E para surpresa geral, eles recebem um denário inteiro!
Os que trabalharam desde cedo, vendo isso, ficam animados. “Se eles receberam um denário por tão pouco tempo, imagina o que vamos receber!”
Mas então vem o choque: eles recebem exatamente a mesma quantia.
A revolta é imediata.
"Isso é injusto! Trabalhamos o dia inteiro sob o sol, e esses últimos só trabalharam uma hora! Como podem receber o mesmo?"
A resposta do dono da vinha nos desmonta: