Jesus contou uma parábola desconcertante sobre um dono de vinha que pagou o mesmo salário para trabalhadores que chegaram no fim do dia e para os que trabalharam desde cedo. Isso mexeu com nossos conceitos de justiça e merecimento. No Reino de Deus, tudo é graça, não esforço.
Mas agora, Jesus muda o tom. Ele está indo para Jerusalém, e algo muito maior está prestes a acontecer. Pela terceira vez, Ele avisa Seus discípulos sobre o que o espera: prisão, sofrimento, morte — e ressurreição.
E como eles reagem?
Eles entendem? Ficam ao lado d’Ele? Não.
Tiago e João fazem um pedido absurdo. Eles querem lugares de honra no Reino.
Eles ainda não entenderam que o Reino de Deus não é sobre posição, mas sobre serviço.
A caminho de Jerusalém, Jesus reúne os doze e diz abertamente:
"Eis que subimos para Jerusalém, e o Filho do Homem será entregue aos principais sacerdotes e escribas. Eles o condenarão à morte, e o entregarão aos gentios para que o escarneçam, açoitem e crucifiquem; mas, ao terceiro dia, ressuscitará."
Essa é a terceira vez que Jesus fala sobre Sua morte, mas agora Ele dá detalhes brutais. Ele não está sendo arrastado contra Sua vontade. Ele está indo voluntariamente.
E qual é a reação dos discípulos? Será que ficam preocupados? Será que perguntam como podem ajudá-lo?
Não.
Logo depois, a mãe de Tiago e João aparece com um pedido inesperado.
"Manda que, no teu Reino, estes meus dois filhos se assentem, um à tua direita e outro à tua esquerda."
Ela está pedindo os dois lugares mais altos no Reino.
É possível que Tiago e João achassem que Jesus estava prestes a assumir o trono em Jerusalém e queriam garantir as melhores posições. Eles ainda não entenderam que o caminho até a glória passa pela cruz.