Jesus contou uma parábola que expôs a hipocrisia dos líderes religiosos. Eles haviam rejeitado o convite de Deus para o Reino, enquanto pecadores e marginalizados entravam livremente.
A tensão entre Jesus e os fariseus só aumentava. Eles não suportavam a autoridade d’Ele, mas também não conseguiam refutá-lo.
Agora, um novo ataque é armado. Dessa vez, é uma armadilha política e teológica.
Eles não querem apenas desacreditar Jesus. Eles querem fazê-lo cair em contradição – ou, melhor ainda, arrumar um motivo para prendê-lo.
Os fariseus decidem jogar sujo. Eles se unem aos herodianos – um grupo que apoiava o domínio romano – e enviam seus discípulos para questionar Jesus:
"Mestre, sabemos que és verdadeiro e que ensinas o caminho de Deus segundo a verdade. Dize-nos: é lícito pagar tributo a César ou não?"
Essa pergunta era uma bomba.
Mas Jesus vê a armadilha e responde com genialidade:
"Por que me experimentais, hipócritas? Mostrai-me a moeda do tributo."
Eles lhe trazem um denário. Jesus olha para a moeda e pergunta:
"De quem é esta imagem e inscrição?"
"De César", respondem eles.
Então vem a frase que atravessa os séculos:
"Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus."
Os fariseus ficam perplexos. Jesus não se compromete com nenhuma das facções. Ele deixa claro que há responsabilidades terrenas, mas que nada pode substituir o que pertence a Deus.