
"Estava próxima a Páscoa dos judeus, e Jesus subiu a Jerusalém. No templo encontrou os que vendiam bois, ovelhas e pombas e os cambistas assentados; e, tendo feito um chicote de cordas, expulsou todos do templo, bem como as ovelhas e os bois; espalhou as moedas dos cambistas e virou as mesas. E disse aos que vendiam as pombas: Tirai daqui estas coisas; não façais da casa de meu Pai uma casa de negócio. [...] Pois ele mesmo bem sabia o que havia no homem."
O povo judeu celebrava a Páscoa como memorial dos feitos de Deus. Esse ritmo de lembrança mantinha a fé viva. Nós, no entanto, temos memória curta. Precisamos criar nossos próprios memoriais de gratidão e adoração, para não esquecer o que o Senhor já fez (e ele fez muitoooo).
Jesus não trouxe nada pronto de casa. Naquele momento, juntou cordas e fez um chicote. Isso mostra indignação santa, zelo imediato. O Messias não ignorou a profanação do templo; Ele reagiu na hora. Zelo pela glória de Deus não pode ser adiado.
O templo era símbolo da presença de Deus. Mas a religião havia virado feira. O que era santo foi banalizado.
E aqui está o alerta: quando o sagrado perde seu valor, a fé se torna comércio, barganha, troca de favores. Cristo expulsa a superficialidade e restaura o lugar da adoração.
Jesus falava da sua ressurreição, mas os discípulos só entenderam depois. É assim também conosco: há coisas que só fazem sentido depois que Deus cumpre. A verdade é que nós não enxergamos “um palmo na frente do nariz”, já ele é a mão invisível por trás da história — mesmo quando não vemos.
Muitos creram por causa dos sinais, mas Jesus não confiava neles.
Não era desconfiança gratuita; era conhecimento profundo. Ele sabia que a natureza humana é pecadora e que fé interesseira (por causa dos sineis) não sustenta ninguém.
Por isso precisamos de novo nascimento e redenção.
Esse devocional em João 2 nos mostra que Cristo é o verdadeiro templo: