"A verdade é que nunca usamos de linguagem de bajulação, como sabeis, nem de intuitos gananciosos. Deus disto é testemunha. Também jamais andamos buscando glória de homens, nem de vós, nem de outros." (1 Tessalonicenses 2:5-6)

1. Tradição judaica

Imagine só: a fé judaica sempre destacou o valor de ser autêntico diante de Deus, mais do que agradar pessoas ou buscar glória pessoal. Desde a Torá, a relação com Deus exigia um coração verdadeiro, sem disfarces ou manipulações. Será que nossa fé hoje também reflete essa autenticidade? Ou, sem perceber, estamos colocando uma máscara, falando ou agindo para impressionar quem está à nossa volta?

2. Contexto histórico

Na época de Paulo, os oradores itinerantes eram como celebridades: eles sabiam como usar as palavras para encantar e ganhar dinheiro. Imagine um “influencer” dos tempos antigos, manipulando audiências com belas palavras para ganhar aplausos e moedas. E Paulo? Ele vai na contramão, deixando claro que o evangelho que ele prega não é uma ferramenta para lucrar ou ganhar elogios. E nós? Será que, de vez em quando, buscamos algum tipo de recompensa por compartilhar nossa fé?

3. Arqueológico

Os restos das antigas cidades gregas e romanas mostram teatros e praças públicas onde oradores se reuniam para falar. Ali, muitos buscavam glória e reconhecimento público. Paulo pregava em locais como esses, mas com uma abordagem totalmente diferente. Ele sabia que não estava ali para glorificar a si mesmo, mas para glorificar a Deus. Olhando para nossa realidade hoje: quantas vezes caímos na armadilha de buscar o elogio dos outros quando fazemos algo em nome de Deus?

4. Cultural

A cultura greco-romana adorava pessoas que falavam bem, que impressionavam o público com suas habilidades retóricas. Havia uma pressão para impressionar, para ser “popular”. Mas Paulo rejeita isso: ele não está interessado em impressionar ninguém. Ele quer falar a verdade, simples e pura. Já pensou em como, hoje, somos pressionados a "sermos aceitos"? Seja no trabalho, nas redes sociais ou até entre amigos – quantas vezes moldamos nossas palavras para ser aceitos?

5. Linguagem usada

Quando Paulo fala sobre bajulação, ele está falando sobre aquele comportamento que todos nós conhecemos: dizer coisas agradáveis apenas para agradar e conseguir algo em troca. E Paulo? Ele afirma que nunca fez isso. Mas e você? Quantas vezes falamos para agradar, para "ganhar" o outro, em vez de sermos sinceros e autênticos? E essa parte sobre ganância? Paulo estava dizendo que nunca usou o evangelho como ferramenta para benefício pessoal. Já parou para refletir: será que nossas ações em nome de Deus, às vezes, têm intenções escondidas de ganho pessoal?

6. Temporal

Na época de Paulo, buscar aprovação e glória pessoal era algo normal para quem falava em público. Ser admirado e respeitado pelos outros era uma moeda valiosa. Mas Paulo insiste: ele não está interessado em glória de homens. Agora pense: será que, em algum momento, buscamos elogios ou aprovação dos outros, até mesmo quando estamos servindo a Deus? Talvez este seja um bom momento para parar e perguntar: estou buscando reconhecimento humano ou a aprovação de Deus?

7. Implicações para o povo da época

Para os tessalonicenses, ouvir que Paulo não estava atrás de dinheiro ou fama provavelmente foi um alívio. Eles já deviam estar cansados de ouvir falsos mestres que só queriam lucrar com eles. E para nós? Será que, em algum momento, temos medo de que o evangelho seja tratado como um produto ou que nossa fé esteja sendo comercializada? Estamos nos certificando de que nossa mensagem é pura e sem segundas intenções?

Aplicação para nossas vidas hoje

No final das contas, tudo se resume a uma questão: Por que fazemos o que fazemos? Paulo era claro: sua motivação era agradar a Deus e não buscar glória de homens. E nós? Vivemos em um mundo onde as redes sociais, os ambientes de trabalho e até as amizades nos pressionam a buscar reconhecimento e aceitação. Mas será que estamos permitindo que essa mentalidade influencie nossa vida de fé?

Quando falamos sobre Deus, quando ajudamos alguém ou quando servimos na igreja, estamos fazendo isso com intenções puras ou, no fundo, estamos esperando algo em troca, mesmo que seja um elogio ou reconhecimento?

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